2011/Manifiesto/po

De Hackmeeting

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Revisión actual (18:32 13 oct 2011) (ver código fuente)
 
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E é a partir daqui que nos propomos a recuperar novamente o poder que um dia vocês institucionalizaram, burocratizaram e deturparam. Vai ser num instantinho que iremos colocá-lo num ficheiro e lançá-lo à velocidade supersónica de um neutrino a tantas cabeças ressonantes quantas possível -, as nossas porque todas são as nossas-.
E é a partir daqui que nos propomos a recuperar novamente o poder que um dia vocês institucionalizaram, burocratizaram e deturparam. Vai ser num instantinho que iremos colocá-lo num ficheiro e lançá-lo à velocidade supersónica de um neutrino a tantas cabeças ressonantes quantas possível -, as nossas porque todas são as nossas-.
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Lançamos arpóns embruxados para rastrear as nossas viagens seguindo malhas de redes distribuídas atlánticas, subacuáticas e intracutáneas, conectadas com mares infinitos. Interconectámonos com a certeça de que podemos ser máis fortes que as grandes corporações que converteram a nossa privacidade no seu produto. As nossas redes sociais confórmam-se de pessoas convergendo em organismos colectivos.Somos máquinas de guerra, somos máquinas de vida coordenando engranagens sem respeitar as fronteiras establecidas, unidos pelo mesmo océano calmo e enfurecido. Como marinheiras e redeiras digitais sabemos que "a" mar é a nossa maẽ e a nossa amante, ao seu compás fluiremos.
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E é porque o bit nos enche de terra, qual planta medicinal!, e o IP nos teletransporta aos mágicos tempos em que já não é a ciência que nos cura nem a academia que nos ensina, invocamos todas as magas e meigas e com elas brindaremos às redes, às florestas, aos howto's, às wikis, às faqs ancestrais. A todo este mistério que nos leva a envergar, em vésperas da noite das bruxas-digitais, um chapéu de aprendiz para pensar, contemplar e hackear.
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E neste momento,a esta marejada TAZ chamámolo MeigHacks, porque o bit vai cheio de area, de herbas medicinais!, e o IP está a teletransportarnos aos mágicos tempos em que já não é a ciência que nos cura nem a academia que nos ensina, invocamos todas as magas e meigas e com elas brindaremos às redes, às florestas, aos howto's, às wikis, às faqs ancestrais. A todo este mistério que nos leva a envergar, em vésperas da noite das bruxas-digitais, um chapéu de aprendiz para pensar, contemplar e hackear.
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Revisión actual

Portugués

Manifiesto MeigHacks 0.1


O direito à liberdade de informação e à sua conversão num saber livre é um dos pilares sobre os quais o Hackmeeting sempre assentou. Mas é muito mais do que isso.

Um ano em que os enrascados saíram às ruas, em que a indignação tomou conta das praças, -em que os direitos de autoría e as sociedades de autores (sgae no estado espanhol e spa em portugal) estão na mira da lei-, em que se aprova uma lei europeia que aumenta a duração do copyright para 70 anos em vez de 50, em que a austeridade, os cortes nos investimentos sociais e os acordos com a troika nos levam às ruas.

Há pois mais que razões para os prazeres de encontrar e pensar, aprender e partilhar.

Hackers, hacktivistas, nerds, lurkers, hobbyistas da tecnologia, geeks e outras personalidades friquis, é tudo a pôr a mão na tecla para, bit a bit e ping a ping, implementarmos o Hackmeeting.

Entrelacemos os fios do social, da tecnologia e da política para, desde a autogestão dum espaço horizontal, fazer desaparecer a distinção entre quem programa e quem usa, entre servidores e clientes nos protocolos das pessoas.

Agora que a cada dia que passa a ideia essencial do software livre parece desaparecer, ao mesmo tempo que as grandes empresas se regozijam com os êxitos do modelo aberto de produção, ficamos admirados com a crescente complexidade dos jogos e aparelhos que nos dificultam mais e mais a sua desmontagem e estudo.

Assim, só nos resta dizer:

A vocês, políticos e financeiros do poder, -gigantes cansados de carne e metal,- nós viemos das praças, da origem milenar dos fóruns populares, que é agora palco eterno de debate, cenário vivo da criatividade dos seres humanos.

E é a partir daqui que nos propomos a recuperar novamente o poder que um dia vocês institucionalizaram, burocratizaram e deturparam. Vai ser num instantinho que iremos colocá-lo num ficheiro e lançá-lo à velocidade supersónica de um neutrino a tantas cabeças ressonantes quantas possível -, as nossas porque todas são as nossas-.

Lançamos arpóns embruxados para rastrear as nossas viagens seguindo malhas de redes distribuídas atlánticas, subacuáticas e intracutáneas, conectadas com mares infinitos. Interconectámonos com a certeça de que podemos ser máis fortes que as grandes corporações que converteram a nossa privacidade no seu produto. As nossas redes sociais confórmam-se de pessoas convergendo em organismos colectivos.Somos máquinas de guerra, somos máquinas de vida coordenando engranagens sem respeitar as fronteiras establecidas, unidos pelo mesmo océano calmo e enfurecido. Como marinheiras e redeiras digitais sabemos que "a" mar é a nossa maẽ e a nossa amante, ao seu compás fluiremos.

E neste momento,a esta marejada TAZ chamámolo MeigHacks, porque o bit vai cheio de area, de herbas medicinais!, e o IP está a teletransportarnos aos mágicos tempos em que já não é a ciência que nos cura nem a academia que nos ensina, invocamos todas as magas e meigas e com elas brindaremos às redes, às florestas, aos howto's, às wikis, às faqs ancestrais. A todo este mistério que nos leva a envergar, em vésperas da noite das bruxas-digitais, um chapéu de aprendiz para pensar, contemplar e hackear.
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