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BRASIL, EN UNA TENSA ESPERA PDF Imprimir E-mail
8 de octubre 2002
BRASIL, EN UNA TENSA ESPERA
Editorial. CINCO DÍAS

 

Los resultados de la primera ronda electoral de Brasil han confirmado el impulso arrollador del candidato del Partido de los Trabajadores, Luiz Inácio Lula da Silva, en medida incluso mayor a la que reflejaban los sondeos. Pero, aparentemente, los mercados de Brasil no han recibido bien el resultado. El real ha vuelto a caer, al igual que las Bolsas locales, en tanto el riesgo-país ha superado de nuevo los 2.000 puntos básicos. La mejora de la semana pasada se ha evaporado. En Madrid, el Ibex tuvo un cierre casi neutro, señal de que la victoria de Lula se daba por descontada y ya no preocupa.

Lo que genera nerviosismo entre los inversores de Brasil, en gran parte brasileños, son las tres semanas hasta la segunda ronda electoral entre Lula y el candidato oficialista, José Serra. El problema es lo que puede ocurrir de aquí a entonces. El peligro de fuga de capitales acecha. Y no se trata del temor que pueda despertar Lula, sino de la difícil situación de la deuda externa de Brasil, de 290.000 millones de dólares. Cuanto más tiempo transcurra para que se decida el futuro Gobierno -el PT en alianza con el poderoso empresario y candidato a vicepresidente José Alencar-, más incertidumbre y nervios habrá en los mercados. Desde este punto de vista, el peligro en ciernes no es Lula. Su moderación programática, con la aceptación de las condiciones impuestas por el FMI a Brasil al concederle un préstamo de 30.000 millones de dólares, y su mensaje también moderado en lo político, le han dado la aquiescencia del Tesoro de EE UU y del propio FMI en las últimas dos semanas.

Lo que en realidad está en juego es su capacidad, y la del FMI, para convencer a los inversores de que Brasil mantendrá la estabilidad y no acabará como Argentina. De aquí al 16 de octubre, el Gobierno deberá afrontar abultados vencimientos de deuda que crean gran incertidumbre entre los operadores. Al tiempo, los importantes vencimientos concentrados en 2003 despiertan temores de incumplimiento por una economía que apenas crece y que no puede apretar más el acelerador de la recaudación de impuestos. Si a esto se le suman las expectativas que despierta Lula en los sectores más pobres de la sociedad, que reclaman aumentos de salarios, ayudas sociales y una reforma agraria profunda, la preocupación de los inversores se torna más palpable. La envergadura de las ilusiones puestas por la población en el casi seguro Gobierno del primer presidente obrero del continente es proporcional a la de los inversores en que éste logre evitar el descalabro económico y una radicalización política. Muchos son los esfuerzos que deberán realizar Lula, el Gobierno saliente de Henrique Cardoso y Washington los días que faltan hasta la segunda vuelta, el 27 de octubre, para frenar la temida fuga de capitales. Si logran evitarlo, el gran interrogante inmediato tras la segunda ronda es si conviene que Cardoso permanezca hasta enero, como dicta la ley actual, o es mejor que entregue el poder a Lula anticipadamente para poner coto al inestable equilibrio de los mercados.

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BREVE ANÁLISIS DE LAS ELECCIONES PDF Imprimir E-mail
BREVE ANÁLISIS DE LAS ELECCIONES
Secretaría Nacional MST

 

O povo votou contra o modelo das elites e FHC

Passado o primeiro turno das eleições, todo mundo está fazendo suas avaliações sobre o que povo disse nas urnas. A campanha foi pouco politizada, ou seja, em geral os candidatos não debateram projetos para o Brasil ou não analisaram as verdadeiras raízes dos problemas da sociedade brasileira - a prioridade foi o uso da televisão para os candidatos majoritários - com os marqueteiros preferindo conquistar a emoção dos eleitores e não a razão. E isso contribuiu para a despolitização e para a desmotivação da população em geral com o processo eleitoral. Os candidatos proporcionais inundaram os postes e fizeram muitas reuniões nos setores sociais que os apoiam. E, na reta final, a militância social entrou de cheio na campanha, conseguindo, em muitos Estados, alterar os resultados da eleição para governador e para senador. Este fato os institutos de pesquisa não detectam. Eles sempre se "esquecem" de combinar suas previsões com o povo!

Vitória da esquerda

Apesar deste cenário, o resultado das eleições foi uma vitória da oposição. Uma vitória da esquerda. No geral, 76,8% dos eleitores votaram nos candidatos a Presidente que faziam oposição ao atual modelo. Ou seja, o modelo econômico atual, o neoliberalismo e o governo FHC foram amplamente derrotados! Portanto, Lula já vai vitorioso para o segundo turno; só um milagre pode conseguir convencer os eleitores de oposição a acreditar no Serra. Até os empresários comentam na grande imprensa que, desse jeito, seria melhor Lula ter ganho logo no primeiro turno. Assim, ele teria mais tempo para montar sua equipe e acalmar o mercado.
Nos Estados, também houve vitórias expressivas da oposição e da esquerda. O PT passou de 8 para 14 senadores. Teremos nossa querida Serys, tão perseguida no Mato Grosso, como Senadora da Republica. E a bancada subiu de 58 para 99 deputados federais. Será a maior bancada da Câmara, que, se honrada a tradição, dará ao PT também a Presidência da Câmara dos Deputados. Entre os candidatos a deputado federal, não só o PT, mas também os candidatos de esquerda foram vitoriosos. A esquerda partidária recupera o fôlego. E nós do MST, também podemos sair satisfeitos; praticamente elegemos todos os candidatos que apoiamos nos Estados. Assim, reforçamos nossa bancada na Câmara Federal , onde praticamente teremos pelo menos um deputado federal por Estado. E, em quase todos os Estados, elegemos deputados estaduais que nos apoiam. Passada a euforia dessa vitória eleitoral no primeiro turno, devemos continuar mobilizados para garantir a vitória de Lula no segundo turno. E depois, a partir de novembro, nos debruçar sobre os graves problemas de nosso país que a campanha eleitoral preferiu não debater.

Voltaremos à realidade

Precisaremos enfrentar os graves desafios da dependência externa, da imposição da Alca, da OMC, da dívida externa, da espoliação coletiva promovida pelo capital financeiro, do latifúndio, do monopólio dos meios de comunicação e das mazelas sociais que nosso povo enfrenta. Tudo isso exigirá um verdadeiro reascenso do movimento de massas para pressionar por mudanças reais e garantir que o governo Lula seja, de fato, um governo popular.
O ano de 2003 será um ano em que aflorará a crise do modelo. E exigirá grandes mudanças. Mas só encontraremos as verdadeiras soluções se o povo brasileiro se mobilizar. Esta é a nossa verdadeira tarefa: organizar e mobilizar o povo no campo e na cidade para garantir mudanças do modelo econômico, derrotar a Alca e o capital estrangeiro e iniciar um grande programa de Reforma Agrária em nosso país.

Elementos para refletir sobre a conjuntura política nacional

I - Vitória
1. Houve uma vitória político-eleitoral das forças populares.

2. O povo votou em mudanças. Mas continua despolitizado e não houve uma participação entusiasta.

3. A vitória eleitoral não foi fruto de um reascenso do movimento de massas, foi resultado do fracasso do modelo econômico adotado pelas elites.

4. As alianças e a forma de disputa levarão a um governo de centro esquerda.

II - O cenário
1. O modelo econômico neoliberal que subordinou nossa economia ao capital estrangeiro se esgotou em suas próprias contradições.

2. Mas o modelo deixou duas armadilhas: a dependência externa e vulnerabilidade da economia à especulação financeira - cambial; e a dependência do orçamento público à dívida interna.

3. Caminhamos para o agravamento da crise econômica a curto prazo.

4. Não há soluções fáceis, simples ou de curto prazo.

III - As perspectivas
1. O grande capital vai continuar pressionando para que não haja mudanças nem estruturais e nem significativas. Vai continuar a propor como saídas: a ALCA, a OMC, o FMI, o Banco Mundial, ou seja, maior inserção e subordinação ao capital internacional.

2. A direita que aderiu ao governo Lula (e sua imprensa) vai exigir combate e vigilância "aos radicais" do PT.

3. Será um governo de disputa e tensionamentos, num quadro de crise.

4. O governo vai negociar o tempo todo. A proposta dos setores majoritários do partido é o pacto social, abrindo mão inclusive de direitos históricos dos trabalhadores, em nome da governabilidade.

5. A esquerda, em geral, e as forças populares estão difusas e desorganizadas. Não há um quadro de reascenso do movimento de massas.

6. Lutar sozinhos sem mobilização de massas, pode levar a um isolamento político.

IV - Desafios para as forças populares
1. Produzir material didático, de todas as formas, para elevar o nível político das massas (daí a importância também de um jornal político nacional).

2. Intensificar a formação de quadros.

3. Construir uma unidade popular para evitar o sectarismo e o isolamento. Para isso será fundamental construir um movimento popular a partir dos comitês populares contra a ALCA, como fator de unidade entre todas as forças.

4. Estimular o movimento de massas, embora seu reascenso não dependa apenas de vontade política. Será necessário utilizar criativamente a pedagogia de massas, sem cair no ceticismo do "contra-tudo", e nem na ilusão de que agora tudo será resolvido.

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Medio Millón de brasileños aclaman a "Lula" PDF Imprimir E-mail
Brasilia, 1 ene (PL)
Medio Millón de brasileños aclaman a "Lula"
por LEONEL NODAL (Prensa Latina)

 

Medio millón de brasileños aclamaron hoy a Luiz Inacio Lula da Silva su nuevo presidente constitucional con un apretón de pueblo, que rompió protocolos y medidas de seguridad en un alud de vivas, besos y abrazos.

Gente de todos los rincones del país, que lo eligió el 27 de octubre pasado con casi 53 millones votos, una abrumadora mayoría de más del 60 por ciento de los sufragios válidos, tomó por su cuenta el amor y los cuidados al tornero mécanico elevado a Jefe de Estado por voluntad popular.

La gigantesca explanada de verde césped, bordeada por los edificios de los ministerios, que desemboca en una especie de valle cerrado por un espejo de agua, en el que se refleja el Palacio del Congreso Nacional, parecía sembrada de grandes flores rojas.

La mayoría de aquellos hombres y mujeres que colmaron el inmenso espacio abierto, capaz de hacerse sentir pequeño a cualquier ser humano, ante la majestuosidad de sus construcciones, vestían pañuelos de cabeza, gorros, sombreros, camisetas y sayas rojos.

En sus manos ondeaban banderolas rojas y blancas con la estrella del PT, que hoy amaneció cruzada por dos franjas verticales verde y amarilla, los colores del pabellón nacional.

Ni las amenazas de inclementes lluvias caídas en los últimos días, ni el fuerte calor que tomó su lugar hoy, desanimaron a la masa que se propuso demostrar su vocación de cambio, al elegir el primer presidente de izquierda de la mayor y más influyente nación sudamericana.

En las cuatro horas transcurridas desde que salió de su alojamiento provisional, en una residencia campestre del gobierno, hasta que recibió de manos de Fernando Henrique Cardoso la banda presidencial, Lula vivió las horas más emocionantes desu vida, y con él todos los brasileños asistentes al traspaso de mando.

La gente corría a su lado, acompañando el trote de los hermosos caballos blancos de los fusileros que escoltaban el carro descapotado en el que viajó de la Catedral hasta el Congreso, junto al vicepresidente José Alencar.

Los admiradores querían verlo de cerca, tocarlo, besarlo, hasta hacerse una fotografía junto a él -como al fin consiguió una simpatizante-, sin contar que por una inexplicable pirueta un hombre cayó dentro del carro y se aferró a él, lo que puso en aprietos a la impotente seguridad personal.

Fue así todo el tiempo, hasta cuando entró en el majestuoso edificio de la Cámara de Diputados, donde invitados, familiares, periodistas y funcionarios de la casa violaron las reglas, entraron por todas las puertas y oyeron el juramento y el discurso de política de gobierno que le siguió apretujados, de pie en pasillos y corredores.

En una última demostración de modestia, por si faltara alguna, Lula se inclinó y recogió del suelo los lentes de Cardoso, que los tiró accidentalmente, en el momento que se sacaba la franja de seda verdeamarilla que simboliza la primera magistratura.

Fue una tarde repleta de irreverencias y simbolismos del cambio que prometió el flamante presidente obrero de Brasil, quien subrayó que esa fue la palabra clave del mensaje de la población en las urnas, durante las elecciones de octubre.

"La esperanza venció al miedo y la sociedad decidió que llegó la hora de trillar nuevos caminos", afirmó Lula, quien criticó el actual modelo de gestión de gobierno que -dijo- promovió el desempleo y el hambre, entre otros problemas.

Los presidentes Fidel Castro, de Cuba, y Hugo Chávez, de Venezuela, los más esperados y populares entre los asistentes foráneos a la cita, saludaron el momento histórico haciendo la L de Lula con el pulgar y el índice, como hizo el pueblo, cuando recibió la banda presidencial.

En las últimas frases de su discurso en el Congreso, Lula recordó su propia trayectoria como el símbolo más evidente de que muchas cosas cambiaron en Brasil y otras tantas deben tomar otro rumbo.

Estamos comenzando una nueva historia, como nación altiva, noble, afirmándose valientemente ante el mundo como nación de todos", afirmó.

"Este es el país del nuevo milenio por su riqueza cultural, amor, a la naturaleza, competencia intelectual, por el calor humano, pero sobre todo por los dones y poderes de su pueblo", enfatizó el recién estrenado presidente de todos los brasileños.

 

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Lula va al Foro Social Mundial PDF Imprimir E-mail
Lula va al Foro Social Mundial
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La política internacional del PT (Partido de los Trabajadores) se anuncia como una de las más prometedoras del nuevo gobierno. No solo el discurso posesión de Lula, que afirmó el perfil de soberanía, de integración continental y de diversificación de las alianzas internacionales, además a su propia práctica, como la visita inicial a Argentina y Chile, las acciones concretas en relación a Venezuela, la ida anunciada de Lula a la posesión de Lucio Gutiérrez en Ecuador, garantizados por la nominación de cuadros que dan garantías de continuidad y consecuencia a esa política en su conducción.

El anuncio de la ida de Lula al Foro Social Mundial es una confirmación de esa orientación y una afirmación de coherencia de su trayectoria, ya que el estuvo en Porto Alegre en los dos primeros Foros. Sin embargo, ese anuncio se hace acompañar de la sorprendente noticia de que Lula iría en seguida a Davos, noticia que se agrega al anuncio - igualmente sorprendente - de que la alcaldesa de Sao Paolo, Martha Suplicy, y el Ministro de Cultura, Gilberto Gil, también irían.

Davos fue el lugar de reunión de los grandes magnates del neoliberalismo mundial, en su época de oro, a lo largo de los años 90, cuando exhibían su riqueza como prueba del acierto en las opciones de sus políticas. Fue la época de exhibicionismo de Bil Gates, de la exhuberancia especulativa de las bolsas de valores, del desprecio a la pobreza y el hambre en el mundo.

Fue contra ese mundo que se organizó el Foro Social Mundial (el de Davos, no olvidemos, es un Foro Económico, coherente con el economicismo que comanda el neoliberalismo), con enormes dificultades, para afirmar que "otro mundo es posible" y que este mundo se encuentra en lo social y no en lo económico, en la sociedad y no en la ganancia, que "lo fundamental no tiene precio", que "el mundo no está en venta", que todos tienen derecho, cualquier que sea su nivel de renta.

Conseguimos derrotar a Davos, no solo porque se acabó el ciclo expansivo del capitalismo estadounidense en el que se asentaba Davos, sino también porque probamos que los temas esenciales para la humanidad en el mundo contemporáneo son discutidos en Porto Alegre y no en Davos. Davos perdió su importancia también para el gran capital especulativo, dejó de ser su vitrina, el discurso de la guerra sustituyó el del llamamiento al consumo desenfrenado, que pasó a segundo plano, con el capitalismo internacional en recesión. El propio Banco Mundial coquetea con Porto Algre, busca cooptar políticamente al mayor número posible de Ong's. Todo confirma la victoria de Porto Alegre sobre Davos - dejando a este el papel de anti- Porto Alegre.

Este año, de nuevo, se organizan inmensas manifestaciones en Suiza contra Davos y por su expulsión del país, apoyadas hasta por el mismo alcalde de la ciudad, que ve ganar una imagen antipática en todo el mundo, por el tipo de gente que se reúne y por el millonario blindaje represivo que requiere para defenderse de los millares de manifestantes. El día 23, cuando inauguremos el III Foro Social Mundial en Porto Alegre, esperando recibir cerca de 100 mil personas, con una inmensa manifestación por la paz en el mundo y contra la nueva guerra imperial, estaremos al mismo tiempo manifestándonos en Davos contra el Foro Económico Mundial y aquellos pocos millonarios que poseen más riqueza que gran parte de la humanidad.

Lula no debe ir a ese banquete de los responsables por la miseria del mundo, no debe prestar su prestigio a esa fiesta de algunos pocos banqueros responsables por las políticas que generan hambre en Africa y Asia, América Latina y aquí mismo en Brasil. Lula no debe estar del otro lado de la barricada, cuando los que luchan por "otro mundo es posible" estarán manifestando contra las políticas del FMI (Fondo Monetario Internacional), del Banco Mundial, la OMC (Organización Mundial de Comercio).

Caso se confirme esa noticia - que esperamos sea apenas un mal entendido -, su propia ida a Porto Alegre estará marcada por su partida en seguida a Davos, ciertamente con llamamientos de todos apara que no cometa ese error. Desde ya apelamos para que no lo cometa, para que vaya Porto Alegre a reafirmar todo lo que dijo en su discurso de posesión y en sus ideas anteriores al Foro Social Mundial y para que señale los horizontes de su política internacional como una gran colaboración al multilateralismo, a la solución pacífica de los grandes conflictos internacionales, a la integración continental, a la diversidad de alianzas mundiales, al socorro al hambre y la miseria de Africa.

Ni Lula o el PT tienen nada que hacer en Davos y todo que ver con Porto Algre - la capital de la esperanza que venció al miedo.

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Declaraciones de Roberto Amaral, Ministro de Ciencia y Tecnología PDF Imprimir E-mail
Declaraciones de Roberto Amaral, Ministro de Ciencia y Tecnología
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Roberto Amaral, ministro da Ciência e da Tecnologia, cota do PSB (Partido Socialista Brasileiro) na aliança que deve sustentar Lula, é só um exercício de nem lá, nem cá, a alternativa diante da ameaça Anthony Garotinho.

As declarações do ministro sobre dominar o ciclo tecnológico indispensável para a fabricação de bombas atômicas pelo Brasil foram, no mínimo, inconvenientes. Deve ter sido advertido sobre o assunto.

Roberto Amaral é um burocrata da máquina partidária, a rigor controla a estrutura do PSB. Originário na esquerda, passou pelo PC do B, foi o jeito que tanto Lula quanto o ex-governador Miguel Arraes, presidente nacional do partido, encontraram para escolher um ministro socialista e descartar Garotinho.

O apetite do ex-governador e ex-candidato a presidente para cargos no novo governo sugeria que o eleito tenha sido ele e não Lula. É típico de Garotinho. Iniciou no PT, correu para o PDT, foi para o PSB, pertence, na verdade, ao PAG (Partido do Anthony Garotinho). Curiosamente, o som é pague. É bem no seu estilo.

Falta a Roberto Amaral estatura para exercer o cargo que exerce e, com toda a certeza, é ministro para esse primeiro momento, até que as coisas estejam mais ou menos no jeito e Lula possa dispensar determinados tipos de colaboradores.

O PSB, quando de sua refundação era uma espécie de PT envergonhado, hoje é um balaio de gatos sem tamanho. Tem gente de todas as espécies ou faunas.

A questão militar vem à tona com as declarações do ministro (vá lá) Roberto Amaral e com a suspensão da licitação para a compra de aviões destinados a renovar as esquadrilhas da FAB (Força Aérea Brasileira). O processo de compras de aviões caças para reequipar a FAB arrasta-se há algum tempo. O edital de licitação previa a compra de um número de aviões caça de empresas que se dispusessem a transferir tecnologia para a brasileira EMBRAER. Ao que tudo indica um consórcio sueco teria oferecido melhores condições e cumpria as exigências do edital, tanto quanto a empresa russa, fabricante de MIGs.

O acordo de emergência firmado em julho com o FMI embutiu a exigência que tais caças fossem comprados de fornecedores norte-americanos, sem transferência de tecnologia. Isso não foi negado pelo capataz de Washington, FHC, só fez com o assunto passasse a ser empurrado com a barriga. Chegou a ser ventilada a hipótese de aluguel de caças usados do governo de Israel, enquanto o assunto ia sendo cozinhado.

Sobrou para Lula, que preferiu adiar a compra e cuidar de empregar os recursos em programas sociais, como o "Fome Zero", por exemplo. Não há como discutir o papel das forças armadas brasileiras e a necessidade de que estejam equipadas à altura das funções que lhes cabem. Somos um país de 8 milhões de quilômetros quadrados, com um litoral e uma fronteira seca extensos.

O contrabando, o desafio do tráfico de drogas, a ocupação ilegal da Amazônia, sem falar no desmatamento, são fatores que justificam a vigilância por ar, terra e mar de todo o território brasileiro.

No atual contexto mundial, antes dos equipamentos, no entanto, é preciso formular uma política de defesa do território e da soberania nacionais que, entre outras coisas, passa por não ceder a base de Alcântara, ou seja, um acordo militar com os Estados Unidos, como por rejeitar a proposta da ALCA, muito mais ampla que a simples questão comercial, ou de tarifas e barreiras alfandegárias.

Não temos uma política de defesa. Os oito anos de FHC foram oito anos de entrega gradual e deliberada do País.

Não é crível imaginar que este País vá enfrentar problemas com os seus vizinhos sul-americanos. A direção tem que ser outra, maior integração para resistir, aí sim, ao verdadeiro inimigo, os Estados Unidos. A bomba atômica pouca ou nenhuma importância terá nisso. A questão é política, somos o Brasil, não o Afeganistão, onde aproveitando a fragilidade de um governo de fanáticos e do próprio povo, Bush impôs e impõe o que quer.

Até entendo que dominar tecnologias nucleares seja fundamental para a nossa segurança, para o progresso do País, aliás não tenho dúvidas, mas não creio que o ministro devesse ter falado em bomba atômica. Resquício da formação estalinista que lhe vai à alma. Que continua real, no exercício da burocracia partidária.

São as primeiras bombas atômicas do governo Lula: o ministro Roberto Amaral, bomba de muitos quilotons e o processo de recuperação das forças armadas, na penúria nesses anos FHC.

Um primeiro passo está dado: engajar os militares na luta pela recuperação das estradas federais (rodovias), no combate à fome e nas políticas sociais de um modo geral. Outros certamente virão, é só pedir a Roberto Amaral para toda vez que for abrir a boca, morder antes a língua e assim não falar bobagens.

 

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