Prezados companheiros e companheiras:
Desde o dia 29 de julho de 2002, encontram-se encarcerados no municÃÂpio
de Mirassol D'Oeste, estado do Mato Grosso, oito trabalhadores rurais
sem terra, acusados de roubo e formação de quadrilha, por terem, supostamente,
participado de um saque de alimentos ocorrido próximo a fazenda onde estão
acampados.
Foram tomadas diversas medidas jurÃÂdicas e polÃÂticas para a libertação
dos trabalhadores, mas até o momento nenhuma delas surtiu efeito. Foi
impetrado Habeas Corpus no Tribunal de Justiça do Estado que até o momento
não foi julgado. No dia 26 de novembro diversas lideranças nacionais estiveram
no estado, buscando junto ao judiciário local e ao Tribunal de Justiça,
apressar o desenlace do caso, pois jamais se viu tamanha morosidade por
parte da justiça.
Existem no caso elementos que demonstram a arbitrariedade com que os
trabalhadores vêm sendo tratado pelas autoridades responsáveis. Os trabalhadores
estão presos a mais de 120 dias e o máximo legal permitido para manutenção
da prisão antes de terminado o processo é 81 dias. Porém, o juiz que decretou
a prisão deixou claro que o motivo é polÃÂtico porque está condicionando
a liberdade dos lavradores àdesocupação de uma área ocupada por 1.200
(mil e duzentas) famÃÂlias sem terra naquela região.
Ou seja, não há razões jurÃÂdicas para a manutenção das prisões. O encarceramento
está sendo utilizado como moeda de troca em favor da Fazenda São Paulo,
de propriedade do latifundiário Paulo Mendonça, localizada no municÃÂpio
de Mirasol D'Oeste/MT. Diante da injusta e terrÃÂvel situação em que se
encontram os trabalhadores é que conclamamos a todas as entidades, sindicatos,
partidos, amigos, enfim, a todos aqueles que anseiam por justiça e liberdade,
que enviem mensagens às autoridades abaixo indicadas, pedindo a imediata
libertação dos oito trabalhadores rurais sem terra presos em Mirassol
D'Oeste/MT. Mencionem na mensagem o número do Habeas Corpus 38796/02.
Enviamos um forte abraço a todos e todas, com nossos profundo agradecimento