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24/02/2005
Por Vitor Abdala
Fonte Agência Brasil
Mais de um milhão de crianças entre cinco
e 13 anos de idade trabalham no Brasil, indicam os dados
da SÃÂntese de Indicadores Sociais 2004 do Instituto
Brasileiro de Geografia e EstatÃÂstica (IBGE). Deste
total, aproximadamente 700 mil crianças (53,8%)
vivem na região Nordeste. Ao ampliar a faixa etária
pesquisada, o levantamento mostra que 5,1 milhão
de crianças e jovens - entre cinco e 17 anos -
trabalham no paÃÂs.
A
Constituição Federal proÃÂbe qualquer
tipo de trabalho para menores de 14 anos. Acima dessa
idade, e até os 16 anos, o trabalho é permitido
apenas na condição de aprendiz.
O
presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade
(Iets) e ex-presidente do IBGE, sociólogo Simon
Schwartzman, acredita que o trabalho infantil não
deve ser encarado como um problema isolado, mas como um
elemento da situação de pobreza de algumas
regiões do paÃÂs. "Acho que é
preciso, em primeiro lugar, ver a questão da famÃÂlia,
a questão da pobreza e como está organizada
a casa (das famÃÂlias brasileiras). É uma
situação geral. Tratar da questão
do trabalho infantil separadamente só se justifica
quando há situações de exploração
clara da criança e do jovem", disse.
O
estudo do IBGE também relaciona o trabalho infantil
com a educação. Segundo a pesquisa, o ÃÂndice
de escolarização das crianças e jovens,
entre cinco e 17 anos de idade, que não trabalham
é de 92,1%. Já o ÃÂndice de crianças
trabalhadoras que estão na escola é de apenas
81%, cerca de 11 pontos percentuais menor.
Apesar
disso, o levantamento aponta para uma melhora do quadro
educacional entre os jovens nos últimos anos. De
2002 para 2003, o número de crianças e adolescentes
que só trabalham, sem estudar, foi reduzido de
3,9% para 3,4%. O ÃÂndice daqueles que trabalham
e estudam também foi reduzido, de 15,3% para 13,9%.
Além disso, foi observado um aumento de dois pontos
percentuais na proporção de jovens que só
estudam.
Mais
de um milhão de crianças entre cinco e 13
anos de idade trabalham no Brasil, indicam os dados da SÃÂntese
de Indicadores Sociais 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia
e EstatÃÂstica (IBGE). Deste total, aproximadamente
700 mil crianças (53,8%) vivem na região Nordeste.
Ao ampliar a faixa etária pesquisada, o levantamento
mostra que 5,1 milhão de crianças e jovens
- entre cinco e 17 anos - trabalham no paÃÂs.
A
Constituição Federal proÃÂbe qualquer
tipo de trabalho para menores de 14 anos. Acima dessa
idade, e até os 16 anos, o trabalho é permitido
apenas na condição de aprendiz.
O
presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade
(Iets) e ex-presidente do IBGE, sociólogo Simon
Schwartzman, acredita que o trabalho infantil não
deve ser encarado como um problema isolado, mas como um
elemento da situação de pobreza de algumas
regiões do paÃÂs. "Acho que é
preciso, em primeiro lugar, ver a questão da famÃÂlia,
a questão da pobreza e como está organizada
a casa (das famÃÂlias brasileiras). É uma
situação geral. Tratar da questão
do trabalho infantil separadamente só se justifica
quando há situações de exploração
clara da criança e do jovem", disse.
O
estudo do IBGE também relaciona o trabalho infantil
com a educação. Segundo a pesquisa, o ÃÂndice
de escolarização das crianças e jovens,
entre cinco e 17 anos de idade, que não trabalham
é de 92,1%. Já o ÃÂndice de crianças
trabalhadoras que estão na escola é de apenas
81%, cerca de 11 pontos percentuais menor.
Apesar
disso, o levantamento aponta para uma melhora do quadro
educacional entre os jovens nos últimos anos. De
2002 para 2003, o número de crianças e adolescentes
que só trabalham, sem estudar, foi reduzido de
3,9% para 3,4%. O ÃÂndice daqueles que trabalham
e estudam também foi reduzido, de 15,3% para 13,9%.
Além disso, foi observado um aumento de dois pontos
percentuais na proporção de jovens que só
estudam.